Levar cachorro para os Estados Unidos exige atenção a regras específicas — especialmente após as mudanças implementadas pelo CDC (Centers for Disease Control and Prevention) nos últimos anos. O processo para cães vindo do Brasil tem exigências próprias e, dependendo do histórico do animal, pode envolver etapas adicionais. Este guia explica tudo o que você precisa saber antes de comprar a passagem.
O que mudou nas regras do CDC para cães vindo do Brasil?
O CDC atualizou as regras para importação de cães nos EUA para controlar o risco de raiva. O Brasil é classificado como país de risco elevado para raiva canina — o que significa que cães vindos do Brasil estão sujeitos a exigências específicas que vão além de uma simples vacina.
As regras se aplicam a todos os cães que entram nos EUA, independente da nacionalidade do tutor ou da companhia aérea utilizada. Não há exceções por raça, porte ou finalidade da viagem.
Cães e gatos têm exigências diferentes para os EUA
Um ponto que muitos tutores desconhecem: as regras para cães são muito mais rigorosas do que para gatos. Enquanto gatos entram nos EUA com documentação relativamente simples (atestado veterinário e vacinação antirrábica em dia), os cães estão sujeitos às regras do CDC que envolvem verificação de microchip, vacinação e, em alguns casos, documentação adicional.
Para gatos: atestado de saúde emitido por veterinário credenciado, vacinação antirrábica válida e microchip. O processo é mais direto.
Para cães: processo específico do CDC com etapas adicionais dependendo do histórico — detalhamos abaixo.
Principais exigências para levar cachorro para os EUA
De forma geral, os principais requisitos para cães vindo do Brasil são:
- Microchip ISO 11784/11785: obrigatório. Deve estar implantado antes da vacinação antirrábica para que a vacina seja contabilizada
- Vacinação antirrábica: válida e aplicada após o microchip. O prazo de validade e a antecedência mínima variam conforme o histórico do animal
- Atestado de saúde: emitido por veterinário credenciado MAPA dentro do prazo aceito
- Documentação específica CDC: dependendo do histórico do cão, pode ser necessária documentação adicional que comprove que o animal cumpre os requisitos de entrada
- Companhia aérea: cada companhia tem política própria — restrições de raça, porte e documentação adicional variam
Cães que foram vacinados fora do Brasil
Se o cão recebeu vacina antirrábica em outro país antes de retornar ao Brasil, isso pode impactar o processo de entrada nos EUA. A origem da vacinação é considerada na análise do CDC. Avaliamos o histórico completo do animal antes de definir o caminho correto para a documentação.
Passo a passo para levar cachorro para os EUA
- Consulta veterinária inicial: avaliação do histórico do pet, verificação de microchip e vacinação antirrábica. Identificamos o que já está em ordem e o que precisa ser regularizado.
- Microchipagem (se necessário): se o cão ainda não tem microchip ISO, ele precisa ser implantado antes de qualquer vacinação antirrábica que será usada na documentação.
- Vacinação antirrábica em dia: verificamos se a vacina vigente atende os requisitos do CDC ou se é necessária nova dose com antecedência adequada.
- Definição da documentação CDC: conforme o histórico do animal, definimos qual conjunto de documentos é necessário para atender os requisitos de entrada.
- Atestado de saúde: emitido pelo veterinário credenciado MAPA dentro do prazo correto antes do embarque.
- Verificação da companhia aérea: checamos as restrições de porte, raça e documentação exigida pela companhia escolhida.
- Revisão final antes do embarque: conferimos toda a documentação para garantir que está dentro do prazo e coerente com os dados do animal.
Cães de raças braquicéfalas (focinho achatado)
Bulldogs, Pugs, Boston Terriers, Shih Tzus e outras raças braquicéfalas têm restrições específicas nas companhias aéreas para voos transatlânticos — muitas não permitem transporte dessas raças no porão durante o verão ou em certos horários. Verificamos as regras específicas da companhia para a raça do seu pet antes de definir a logística da viagem.
Gatos: como funciona para os EUA
Para gatos, o processo é mais simples: atestado de saúde emitido por veterinário credenciado, vacinação antirrábica válida e microchip. Não há exigências específicas do CDC para felinos no mesmo nível que para cães vindos do Brasil. A companhia aérea pode ter restrições adicionais — verificamos no caso a caso.
Vai levar seu pet para os EUA? Verifique a documentação com antecedência.
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